AGRONEGÓCIO DEVE SER ELIMINADO DA TERRA, DIZ LULA E MST

O ex-presidiário Lula tem dito e repetido, durante a sua campanha eleitoral para voltar à presidência, que o “Movimento dos Sem-Terra”, e tudo aquilo que vem junto com ele, terá um lugar de “importância” em seu governo. Pode ser mentira, para segurar o apoio da “esquerda radical” com mais uma promessa que não sabe se vai cumprir ou não.


Em suas reuniões, comícios e atos públicos em geral, os líderes do MST — gente que, nessas ocasiões, fala em “dialética”, “agregado econômico” e “modelo político” — diz, exatamente com essas palavras, que o agronegócio é “o inimigo do povo brasileiro”. Tem de ser “destruído”, e o seu lugar vai ser ocupado pelos “homens e mulheres” que “produzem alimentos saudáveis” e que estão no campo para cumprir metas sociais; em vez de buscarem o “lucro” estarão servindo “à sociedade”, etc. etc. etc.


Não querem mudanças no sistema; querem a destruição do sistema. Não querem acesso a terras hoje não cultivadas e que poderiam ser exploradas. Querem tomar dos seus proprietários o patrimônio que eles construíram com o seu trabalho; querem ficar com o que já está pronto com o esforço, o talento e o capital alheios.


O MST diz em seus discursos que a soja é uma “inimiga do Brasil”. Todo o agronegócio, segundo afirmam os seus chefes, é um “modelo de poder” que tem de ser eliminado da face da Terra. Os agricultores e pecuaristas, mais os técnicos, os pesquisadores e os trabalhadores especializados do agro, são delinquentes sociais que precisam ser reprimidos pelo governo.

O MST, esse mesmo a quem ele promete dar poderes extraordinários se ganhar a eleição, não prega apenas a “reforma agrária”, ou “mudanças no modelo”; está exigindo, em voz alta, a eliminação pura e simples de todo o sistema de produção que existe hoje na agricultura brasileira.


O MST diz em seus discursos que a soja é uma “inimiga do Brasil”. Todo o agronegócio, segundo afirmam os seus chefes, é um “modelo de poder” que tem de ser eliminado da face da Terra. Os agricultores e pecuaristas, mais os técnicos, os pesquisadores e os trabalhadores especializados do agro, são delinquentes sociais que precisam ser reprimidos pelo governo.


Muitos atos do MST implicam ameaça e ferimento a pessoas, depredação de bens e interrupção do tráfego nas estradas, Tudo isso é considerado terrorismo pelas convenções internacionais assinadas pelo Brasil.


Veja o exemplo da invasão a uma fazenda da fabricante de celulose Aracruz (hoje parte da Fibria) na cidade gaúcha de Barra do Ribeiro. Os manifestantes destruíram 50 000 mudas de árvores nativas, 1 milhão de mudas de eucalipto e causaram prejuízo de 880 000 reais. Esse é só um exemplo dentre inumeros outros.


É essa gente que Lula promete levar para dentro do Palácio do Planalto. É com eles que quer governar o Brasil. É esse o futuro que está preparando.


O agronegócio brasileiro é, já há anos, o mais eficiente e bem-sucedido setor da economia brasileira. É ele que garante a liquidez internacional do Brasil em divisas, com os recordes seguidos que consegue nas exportações — e fornece ao país os dólares para pagar as suas importações. É ele que alimenta 1 bilhão de pessoas pelo mundo afora, além da população brasileira. É ele que transformou o Brasil num dos dois ou três maiores produtores e exportadores de produtos agrícolas do mundo — ou, como acontece em muitos casos, no número 1. O agro sustenta e faz prosperar toda uma cadeia de produção na indústria, no comércio e no universo da tecnologia. Fornece emprego, renda e impostos.


(J.R. Guzzo, publicado no jornal Gazeta do Povo em 1° de agosto de 2022)


O AGRO SUSTENTA E FAZ PROSPERAR TODA UMA CADEIA DE PRODUÇÃO NA INDÚSTRIA, NO COMÉRCIO E NO UNIVERSO DA TECNOLOGIA. FORNECE EMPREGO, RENDA E IMPOSTOS.


É por isso tudo, precisamente, que o MST exige a sua destruição: o agro é a prova mais indiscutível de que o capitalismo deu certo no campo brasileiro, e a ideia de liberdade econômica no setor agrário é intolerável para a esquerda nacional. Não pode continuar tendo sucesso, portanto; tem de ser banida.



A agricultura, a pecuária e o restante da atividade rural não deram certo no Brasil por causa da “reforma agrária”, nem da distribuição de terras, nem da “propriedade coletiva” ou de outros embustes defendidos pelo MST e seus associados na esquerda brasileira.


Seus principais aliados, hoje, são as forças econômicas multinacionais que, em defesa do seu caixa, declararam guerra ao agronegócio do Brasil — com a desculpa de estarem defendendo o meio ambiente, o “clima” e a Floresta Amazônica. Lula, hoje, é a sua esperança.



AGRONEGOCIO NO BRASIL


Nos últimos 40 anos a produção agropecuária brasileira se desenvolveu de tal forma que o Brasil será o grande fornecedor de alimentos do futuro.


Temos, hoje, uma agricultura adaptada às regiões tropicais e uma legião de produtores rurais conscientes de suas responsabilidades com o meio ambiente aliadas à produção de alimentos. Essas pessoas compõem o setor produtivo mais moderno do mundo, que vem transformando a economia brasileira.


Produzindo cada vez mais, o Agro brasileiro reduziu drasticamente o preço da alimentação, melhorando a saúde e qualidade de vida da população urbana, liberando seu poder de compra para bens produzidos pela indústria e pelo setor de serviços.


Produzindo excedentes cada vez maiores, o agro expandiu suas vendas para o mundo, conquistou novos mercados, gerando superávits cambiais que libertam a economia brasileira.


O efeito transformador da revolução agrícola dos últimos 40 anos é certamente o fato mais importante da história econômica recente do Brasil e continua abrindo perspectivas para o desenvolvimento futuro do país.


O agronegócio tem sido reconhecido como um vetor crucial do crescimento econômico brasileiro. Em 2020, a soma de bens e serviços gerados no agronegócio chegou a R$ 1,98 trilhão ou 27% do PIB brasileiro. Dentre os segmentos, a maior parcela é do ramo agrícola, que corresponde a 70% desse valor (R$ 1,38 trilhão), a pecuária corresponde a 30%, ou R$ 602,3 bilhões.


O valor bruto da produção (VBP) agropecuária alcançou R$ 1,10 trilhão em 2020, dos quais R$ 712,4 bilhões na produção agrícola e R$ 391,3 no segmento pecuário. As estimativas e projeções mais recentes, apontam que o VBP em 2021 deve alcançar R$ 1,20 trilhão em 2021, dos quais R$ 792,0 bilhões na produção agrícola e R$ 406,3 no segmento pecuário -, um incremento de 8,6% frente a 2020.


Como revela a figura 1 a seguir, a soja (grãos) é o carro-chefe da produção agropecuária brasileira, responsável por aproximadamente R$1,00 de cada R$3,55 da produção do setor no Brasil. O segundo lugar no ranking do VBP da agropecuária brasileira é ocupado pela pecuária de corte, com R$ 192,6 bilhões, em 2020. O terceiro maior VBP é o do milho, com R$ 129,4 bilhões, seguido da pecuária de leite (R$ 79,0 bilhões) e da cana (R$ 67,2 bilhões). O frango (R$ 65,6 bilhões) aparece em sexto lugar, seguido do café R$ 34,5 bilhões e da carne suína com R$ 33,7 bilhões.


O setor absorve praticamente 1 de cada 3 trabalhadores brasileiros. Em 2015, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), 32,3% (30,5 milhões) do total de 94,4 milhões de trabalhadores brasileiros eram do agronegócio. Desses 30,5 milhões, 13 milhões (42,7%) desenvolviam atividades de agropecuária, 6,43 milhões (21,1%) no comércio agropecuário, 6,4 milhões (21%) nos agrosserviços e 4,64 milhões (15,2%) na agroindústria.


Quanto ao comércio internacional, 48% das exportações brasileiras, em 2020, foram de produtos do agronegócio. Também há forte contribuição do agronegócio para o desempenho da economia brasileira. Isso fica evidente na figura 2 a seguir que revela que desde 2010 o superávit comercial do agronegócio brasileiro tem mais que superado o déficit comercial dos demais setores da economia brasileira, e garantido sucessivos superávits à Balança Comercial Brasileira.


Atualmente, o Brasil é o quarto maior exportador mundial de produtos agropecuários, aproximadamente USD 100,7 bilhões, atrás apenas da União Europeia, EUA e China.


Além disso, até outubro de 2021 – comparativamente ao mesmo período do ano anterior -, o volume das exportações do agronegócio cresceu 20,6% e suas receitas em dólar 5,9%. Só para a China, o crescimento foi de 28% em volume, e 26% em receita.


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