Canadá e Jordânia podem fornecer fertilizantes para o Brasil

O Brasil tem alternativas para substituir os fertilizantes russos, afirmou a ministra Tereza Cristina (Agricultura). A ministra falou em evento organizado pela pasta e Banco do Nordeste (BNB), em Fortaleza (CE). “O Brasil é um importador de fertilizantes de vários países do mundo. Nós temos que ver o que vai acontecer.

Agora, temos outras alternativas para poder substituir se nós tivermos algum problema em algum desses países“, disse. A ministra acabou de retornar de viagem ao Irã, onde recebeu “uma oferta de fertilizantes enorme para o Brasil, nós temos alguns ajustes a fazer“, declarou. Ela citou o Canadá e o Marrocos como países que poderiam suprir a demanda brasileira. “É claro que preocupa [o conflito na Ucrânia] porque o Brasil é um grande importador de fertilizantes“, afirmou pouco antes de a entrevista ser interrompida.


O Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome. A Rússia é um de seus principais fornecedores. Com o ataque russo à Ucrânia nas primeiras horas da madrugada desta 5ª feira (24.fev), o preço da ureia no mercado de derivativos de fertilizantes subiu 42% e o fósforo, 16%.


O governo avalia que não faltarão fertilizantes para o plantio da safra de grãos, que começa em setembro, apesar do aumento da escalada de tensões causadas pela invasão de tropas russas à Ucrânia. Porém, segundo fontes do Ministério da Agricultura, existe forte preocupação com o impacto da guerra na oferta desses produtos a partir do ano que vem. Um dos caminhos é buscar suprimento do Canadá, mas diversos países tentam essa solução e o preço tende a ficar mais alto.

De acordo com governo e fontes do agronegócio, há estoques e acertos que garantem a oferta interna até o início da próxima safra, ressaltaram as fontes. O que se busca é a manutenção do fornecimento de adubos e defensivos agrícolas daqui para frente.


Os preços dos fertilizantes já haviam subido bastante, e a oferta caído, em razão de sanções aplicadas à Bielorrússia — o governo do presidente Alexander Lukashenko é acusado de fraudar a eleição presidencial do ano passado para permanecer no poder — um dos maiores produtores do mundo. Agora, o receio é de uma interrupção das importações da Rússia.


Ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues destacou que o Brasil importa 95% do potássio que consome internamente, dos quais 20% vêm da Bielorrúsia e outros 30% da Rússia. Ele acredita que a manutenção da oferta russa vai depender de quanto tempo vai durar a guerra.


Esses 30% estão em xeque e tudo depende de quanto tempo vai demorar a invasão, o embargo em portos russos, os navios que vão chegar... Enfim, não há nenhuma segurança em relação ao abastecimento de potássio da Rússia — disse Rodrigues.


Segundo ele, a saída é procurar outros fornecedores, como o Canadá. A questão é que não só o Brasil, mas outros países produtores de alimentos, como os Estados Unidos e os europeus, também vão buscar os canadenses, o que pode resultar, entre outras coisas, em altas ainda mais elevadas de preços.

A Jordânia também produz potássio, mas ainda será preciso iniciar uma negociação, que demora algum tempo. Há o risco de falta do produto — disse o ex-ministro.


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