Exportação de café do Brasil deve crescer 3% em 2022/23

A exportação de café do Brasil deverá crescer 3% na temporada 2022/23 (julho/junho), para 39,25 milhões de sacas de 60 kg, após uma queda acentuada na temporada atual (2021/22), à medida que a safra de arábica brasileira estará em seu ano de alta produtividade, de acordo com avaliação da consultoria Safras & Mercado


A Safras havia divulgado sua estimativa de produção do Brasil para 2022/23 na última semana, estimando uma alta de 8% ante a temporada atual, para 61,1 milhões de sacas, volume que representa, contudo, um recuo de 12% ante o recorde de 2020, o último ano de alta no ciclo do arábica.


Entre abril de 2021 e março de 2022, as exportações de café do Brasil somaram quase 40 milhões de sacas de 60 quilogramas. A receita com os embarques chegou a US$ 7 bilhões.


Os dados são do Conselho de Exportadores de Café. Apesar de a performance medida em sacas ser próxima da média anual dos últimos cinco anos (cerca de 38 milhões de toneladas), ela está menor que a de 2019 (pouco mais de 40 milhões), 2020 (o recorde de aproximadamente 45 milhões) e 2021 (acima de 40 milhões).


No primeiro trimestre de 2021, os embarques atingiram 10 milhões de sacas, uma queda de quase 8% sobre o mesmo período do ano anterior. A receita, entretanto, cresceu 60%, fechando em US$ 2,5 bilhões.

De acordo com Nicolas Rueda, presidente do conselho, os volumes embarcados vinham sendo afetados por problemas logísticos, como falta de espaços nos navios, e menor oferta de grãos após uma safra baixa em 2021, conforme informações de exportadores, as exportações de café tambem foram afetadas pela invasão russa ao território ucraniano. “Estamos na entressafra e com uma menor oferta no ciclo atual, seguimos com gargalos logísticos, e, mais recentemente, os embarques passaram a ser impactados pelo conflito na Ucrânia”, explicou.


Os Estados Unidos foram os maiores importadores do produto brasileiro no primeiro trimestre, com pouco mais de 2 milhões de sacas. Na sequência, aparecem Alemanha (quase 2 milhões de sacas) e Bélgica (pouco mais de 1 milhão de sacas).


Os belgas apresentaram quase 30% de expansão para o consumo de café do Brasil. Desse modo, eles foram os únicos entre os dez maiores compradores com crescimento significativo. A lista ainda é formada por Itália, Japão, Colômbia, Espanha, Rússia, Reino Unido e Turquia.


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